Estou lutando pelo meu futuro.
Este discurso, feito durante a ECO'92 no Rio de Janeiro, fez 16 anos em Junho de 2008 e o que mudou até agora?
Seven Suzuki - ECO'92 - Rio de Janeiro - Junho de 1.992
Olá, sou Seven Suzuki.
Represento a ECO, a organização das crianças em defesa do meio ambiente.
Somos um grupo de crianças canadenses, de 12 a 13 anos tentando fazer a nossa parte, contribuir.
Vanessa Suttie, Morgan Geisler, Michelle Quigg e eu.
Todo o dinheiro que precisávamos para vir de tão longe conseguimos por nós mesmos para dizer que vocês adultos tem de mudar seu jeito de agir.
Ao vir aqui hoje, não preciso disfarçar meu objetivo.
Estou lutando pelo meu futuro.
Não ter garantia quanto ao meu futuro não é o mesmo que perder uma eleição ou alguns pontos na bolsa de valores.
Estou aqui para falar em nome das gerações que estão por vir.
Estou aqui para defender as crianças com fome, cujo os apelos não são ouvidos.
Estou aqui para falar em nome dos incontáveis animais morrendo em todo planeta porque já não tem mais para onde ir.
Não podemos mais parecer ignorado.
Hoje tenho medo de tomar sol por causa dos buracos na camada de ozônio.
Tenho medo de respirar esse ar porque não sei que substancias química estão o contaminando.
Eu costumava pescar em Vancouver com meu pai até o dia em que pescamos um peixe com câncer.
Temos conhecimento que animais e plantas estão sendo destruídos a cada dia e, em vias de extinção.
Durante toda minha vida eu sonhei ver grandes manadas de animais selvagens, selvas, florestas tropicais cheias de pássaros e borboletas, mas agora, eu me pergunto se meus filhos vão poder ver tudo isso.
Vocês se preocupavam com essas coisas quando tinham minha idade?
Todas essas coisas acontecem bem diante dos nossos olhos e, mesmo assim continuamos agindo como se tivéssemos todo o tempo do mundo e todas as soluções.
Sou uma criança e não tenho soluções, mas quero que saibam que também vocês não têm.
Vocês não sabem como reparar os buracos na camada de ozônio.
Vocês não sabem como salvar salmões das águas poluídas.
Vocês não podem ressuscitar os animais extintos.
Vocês não podem recuperar florestas que um dia existiram onde hoje é deserto.
Se vocês não podem recuperar nada disso, então, por favor, PAREM DE DESTRUIR!
Aqui, vocês são representantes de seus governos, homens de negócios, administradores, jornalistas ou políticos.
Mas na verdade, são mães, pais, irmãos e irmãs, tias e tios e todos também são filhos.
Sou apenas uma criança, mas sei que todos nós pertencemos a uma única família.
Somos 30 milhões de espécies compartilhando o mesmo ar, a mesma água e o mesmo solo.
Nenhum governo, nenhuma fronteira pode mudar esta realidade.
Sou apenas uma criança, mas sei que esse problema atinge todos nós e devemos agir como se fossemos a única coisa no mundo rumo a um único objetivo.
Apesar da minha raiva, ainda não estou cega, apesar do meu medo não sinto medo de dizer ao mundo como me sinto.
No meu país, geramos tantos desperdícios, compramos e jogamos fora, e os países do norte não compartilham com os que precisam.
Mesmo tendo mais que o suficiente temos medo de perder nossas riquezas, medo de compartilhá-las.
No Canadá temos uma vida privilegiada, com fartura de alimentos, água e moradia.
Temos relógios, bicicletas, computadores e aparelhos de tv.
Há dois dias aqui no Brasil ficamos chocados quando estivemos com crianças que moram nas ruas.Ouçam o que uma delas nos contou:
“Eu gostaria de ser rica, e se fosse daria a todas as crianças de rua alimentos, roupas, remédios, amor e carinho”.
Se uma criança de rua que não tem nada ainda deseja compartilhar, porque nós temos tudo ainda somos tão mesquinhos?
Não posso deixar de pensar que essas crianças tem a minha idade e que o lugar onde nascemos faz uma grande diferença.
Eu poderia ser uma daquelas crianças que vivem nas favelas do Rio de Janeiro.
Eu poderia ser uma criança faminta da Somália.
Uma vítima da guerra do Oriente Médio ou uma mendiga da Índia.
Sou apenas uma criança, mas ainda assim sei que se todo o dinheiro gasto nas guerras, fosse utilizado para acabar com a pobreza, para achar soluções para os problemas ambientais, que lugar maravilhoso a Terra seria!
Na escola desde o jardim de infância vocês nos ensinaram a ser bem comportados.Vocês nos ensinaram a não brigar com os outros.
Resolver as coisas bem.Respeitar os outros, arrumar nossas bagunças.Não maltratar as criaturas.
Dividir e não ser mesquinho.
Então porque vocês fazem justamente o que nos ensinaram a não fazer?
Não esqueceram os motivos de estar assistindo a estas conferencias.
E para quem vocês estão fazendo isso.
Vejam-nos como seus próprios filhos.
Vocês estão decidindo em que tipo de mundo nós iremos crescer.
Os pais devem ser capazes de confortar seus filhos, dizendo-lhes, “Tudo ficará bem”.
Estamos fazendo o melhor que podemos.
Mas não acredito que possam nos dizer isso.
Estamos sequer na sua lista de prioridades?
Meu pai sempre diz: “Você é aquilo que faz, não aquilo que você diz”.
Bem, o que vocês fazem nos chorar a noite.
Vocês adultos nos dizem que vocês nos amam.
Eu desafio vocês.
Por favor, façam suas ações refletirem as suas palavras.”
Obrigada!
Museu belga revela internet de papel do início do século 20
Fonte: The New York Times
MONS, Bélgica - Em uma tarde de segunda-feira nublada, essa cidade medieval parece um local esquecido.
Além da catedral gótica obrigatória, não há muito para ver aqui, exceto um pequeno museu de fachada de pedra chamado Mundaneum, escondido em uma rua estreita em um dos cantos da cidade. Parece uma casa apropriadamente antiga para o legado de um dos pioneiros perdidos da tecnologia: Paul Otlet.
Convite - Lançamento do livro "Memória e Mito do Cinema em Mato Grosso"
A Editora Entrelinhas, o Instituto Cultural América e a Universidade Federal de Mato Grosso, tem o prazer de convidar para o lançamento da trilogia "Memória e Mito do Cinema em Mato Grosso", de autoria de Luiz Carlos de Oliveira Borges & abertura da Exposição Fotográfica: "100 anos de Cinema em Mato Grosso."
Local: Museu de Arte e de Cultura Popular - Centro Cultural - UFMT
Data: 27 de maio de 2008 - (Terça-Feira)
Horário: 16h30
Sobre o livro:
"A obra traz os volumes "Memória do Cinema em Mato Grosso", que traça o cinema em Mato Grosso de 1888 a 1970; "O Mito do Cinema em Mato Grosso - Arne Sucksdorff", que fala da trajetória deste cineasta sueco em seu país, sua passagem decisiva pelo cinema brasileiro nos anos 60 e suas contribuições no Estado; e por último "Filmografia do Cinema em Mato Grosso", que promove o inventário das produções realizadas entre os anos de 1900 e 1970, filmografias do cinema brasileiro exibido em Mato Grosso e de Sucksdorff.
Os livros revelam como o cinema, desde o seu aparecimento em Mato Grosso (ainda uno), adquiriu uma importância que transcendia à própria arte e à diversão. Eles fazem um resgate da memória cinematográfica, relatando desde as primeiras salas de cinema e suas intempéries, como o incômodo causado aos espectadores pelos chapéus das senhoras que compareciam às salas de exibição, as trilhas sonoras dos filmes mudos sendo fornecidas pelas bandas da polícia militar, as sessões beneficentes e o privilégio das cadeiras permanentemente reservadas às autoridades. Dados que revelam informações importantes sobre a estrutura social de épocas passadas..."
Sobre a Exposição:
"Exposição Fotográfica – 100 Anos de Cinema em Mato Grosso, apresenta as imagens resultantes da pesquisa realizada pelo cineasta Luiz Carlos de Oliveira Borges para publicação da sua coletânea "Memória e Mito do Cinema em Mato Grosso", tendo como fonte de referência a imprensa do Estado. Apesar das fontes de documentação da trajetória do cinema no Estado apresentarem inúmeras lacunas, a exposição foi organizada de forma propositalmente didática, e com um recorte historiográfico, uma vez que, pela primeira vez, está sendo apresentada o resultado de uma pesquisa acadêmica sobre o cinema e a construção de sua história, uma arte considerada menor até pouco tempo atrás em Mato Grosso."
"Cerca de uma centena de imagens foram prospectadas nos principais acervos de Mato Grosso e do país, o que se constituiu uma verdadeira pescaria de informações visuais dos primeiros realizadores de filmes em Mato Grosso, das salas de cinema que animaram a população e que não sobreviveram ao tempo, e a presença marcante do cineasta Arne Sucksdorff e sua esposa Maria, que documentaram o Pantanal e iniciaram um movimento internacional pela defesa do meio-ambiente através do cinema, promovendo a inserção de Mato Grosso no Brasil e no mundo. De forma reveladora e impressionante soam os planos dos filmes que sobreviveram ao descarte do tempo e revelaram os povos originários desta região."
Fonte: Assessoria de Imprensa - INCA.
Adriana Lemoz -
Coordenação 100 anos de Cinema em Mato Grosso
INCA - 65 3621-5331 / 65 8431-6667
Jefferson Péres
José Jefferson Carpinteiro Péres (Manaus, 18 de março de 1932 — Manaus, 23 de maio de 2008)
Discurso no Senado Federal em 30 de Agosto de 2006 (Em Negrito grande colocações )
Sr. Presidente, Srªs e Srs.
Senadores, depois de longa ausência de algumas semanas, volto a esta
tribuna para manifestar o meu desalento com a vida pública deste País.
Gostaria de estar aqui
discutindo, como fez o Senador José Jorge, a respeito das riquezas
naturais do Brasil, com as quais ele tanto se preocupa, e não como
falarei, sobre algo muito pior: a dilapidação do capital ético deste
País.
Senador José Jorge, poderíamos
não ter um barril de petróleo nem um metro cúbico de gás, mas
poderíamos ser uma das potências mundiais em termos de desenvolvimento.
O Japão não tem nada. Não tem
petróleo, gás ou riquezas minerais. A Coréia do Sul também não tem nada
disso, Senador Antonio Carlos, e nos dá um banho em termos de
desenvolvimento não apenas econômico, mas também humano.
O que está faltando mesmo ao
Brasil e sempre faltou é uma elite dirigente com compromisso com a
coisa pública, capaz de fazer neste País o que precisaria ser feito:
investimento em capital humano.
Vejam que País é este. Estamos
aqui com seis Senadores em pleno mês de agosto, porque estamos em
recesso branco. Por que não se reduz a campanha eleitoral a trinta dias
e transfere-se o recesso de julho para setembro? Nós ficaríamos com o
Congresso aberto, de Casa cheia, até 31 de agosto. Faríamos trinta dias
de campanha em recesso oficial, remunerado.
Estamos aqui no faz-de-conta.
Como disse o Ministro Marco Aurélio, este é o País do faz-de-conta.
Estamos fingindo que fazemos uma sessão do Senado, estamos em casa sem
trabalhar. Estou em Manaus há quase um mês, recebendo, sem fazer nada -
para o Congresso Nacional, pelo menos. Como se ter animação em um País
como este com um Presidente que, até poucos meses atrás, era
sabidamente - como o é - um Presidente conivente com um dos piores
escândalos de corrupção que já aconteceu no Brasil, e este Presidente
está marchando para ser eleito, talvez, em primeiro turno? É
desinformação da população? Não, não é. Se fizermos uma enquete em
qualquer lugar deste País, todos concordarão, ou a grande maioria, que
o Presidente sabia de tudo. Então, votam nele sabendo que ele sabia. A
crise ética não é só da classe política, não, parece que ela atinge
grande parte da sociedade brasileira. Ele vai voltar porque o povo quer
que ele volte. Democracia é isso. Curvo-me à vontade popular, mas
inconformado. Esta será uma das eleições mais decepcionantes da minha
vida. É a declaração pública, solene, histórica do povo brasileiro de
que desvios éticos por parte de governantes não têm mais importância.
Isso vem até da classe dos intelectuais, dos artistas. Que episódio
deplorável aquele que aconteceu no Rio de Janeiro semana passada!
Artistas, numa manifestação de solidariedade ao Presidente, com
declarações cínicas, desavergonhadas, Senador Antonio Carlos Magalhães!
Um compositor dizer que "política é isso mesmo, fez o que deveria
fazer", o outro dizer que "política é meter a mão na 'm'"! Um artista,
em qualquer país do mundo, é a consciência crítica de uma nação. Aqui é
essa, é isso que é a classe artística brasileira, pelo menos uma grande
parte dela, é o povo conivente com isso.
O Sr. Antonio Carlos Magalhães
(PFL - BA) - E pagos pela Petrobras.
O SR. JEFFERSON PÉRES
(PDT - AM) - E pior, pior ainda: os artistas estão fazendo isso em
interesse próprio, porque recebem de empresas públicas contratos
milionários - isso é a putrefação moral deste País -, e o povo vai
reconduzir o Presidente porque "política é isso mesmo".
Tenho quatro anos de Senado.
Não me candidatarei em 2010, não quero mais viver a vida pública. Vou
cumprir o mandato que o povo do Amazonas me deu, não vou silenciar. Ele
pode ser eleito com 99,9%. Eu estarei aí na tribuna dizendo que ele
deveria ter sido mesmo destituído porque o que ele fez é muito grave. É
muito grave. Curvo-me à vontade popular, mas não sem o sentimento de
profunda indignação. A classe política, nem se fala, essa já apodreceu
há muito tempo mesmo. Este Congresso que está aqui, desculpem-me a
franqueza, é o pior de que já participei. É a pior legislatura da qual
já participei, Senador Antonio Carlos Magalhães. Nunca vi um Congresso
tão medíocre. Claro, com uma minoria ilustre, respeitável, a quem
cumprimento. Mas uma maioria, infelizmente, tão medíocre, com nível
intelectual e moral tão baixo, eu nunca vi. O que se pode esperar disso
aí? Não sei. Eu não vou mais perder o meu tempo. Vou continuar
protestando sempre, cumprindo o meu dever. Não teria justificativa
dizer que não vou fazer mais nada. Vou cumprir rigorosamente o meu
dever neste Senado até o último dia de mandato, mas para cá não quero
mais voltar, não!
Um País que tem um Congresso
deste, que tem uma classe política dessa, que tem um povo... Senador
Antonio Carlos Magalhães, dizem que político não deve falar mal do
povo. Eu falo, eu falo. Parte da população compactua com isso. É
lamentável! E que sabe. Não é por desinformação, não. E que não é só o
povão, não. É parte da elite, inclusive intelectual. Compactuam com
isso é porque são iguais, se não piores. Vou continuar nessa vida
pública? Para que, Senador Antonio Carlos Magalhães? Eu louvo V. Exª,
que é um pouco mais velho do que eu e vai continuar ainda. Mas, para
mim, chega! Vou continuar pelejando pelos jornais e por todos os meios
possíveis, mas, como ator na vida política e na vida pública deste
País, depois de 2010, não quero mais! Elejam quem vocês quiserem! Podem
chamar até o Fernandinho Beira-Mar e fazê-lo Presidente da República -
ele não vai com o meu voto, mas, se quiserem, façam-no.
O meu desalento é profundo.
Deixo isso registrado nos Anais do Senado Federal. Infelizmente, eu
gostaria de estar fazendo outro tipo de pronunciamento, mas falo o que
penso, perdendo ou não votos - pouco me importa. Aliás, eu não quero
mais votos mesmo, pois estou encerrando a minha vida pública daqui a
quatro anos, profundamente desencantado com ela.
Muito obrigado, Sr. Presidente.
Amazônia Legal e o bioma amazônico, qual a diferença?
Mede o "bioma amazônico" cerca de 4 milhões de quilômetros quadrados, em números redondos, por incluir as superfícies totais dos Estados do Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia e Roraima (total de 3.591.217,4 quilômetros quadrados), além de uma faixa do Mato Grosso localizada ao Norte do paralelo de 12º S e de um triângulo, bem ao Norte do Tocantins , que tem como base o paralelo de 6º S e como lados a linha de cumeada da Serra do Estrondo, a Leste, e o curso do Rio Araguaia, a Oeste.
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